Armando Guebuza com os melhores resultados eleitorais na história da perene democracia moçambicana



Por Sérgio Cossa

No dia 15 de Outubro Moçambique vai viver mais um pleito eleitoral. Pela sexta vez vão ter lugar eleições presidenciais. Os resultados eleitorais, desde a primeira vez que tiveram lugar eleições foram sempre alvo de contestação, sobretudo pela Resistência Nacional Moçambicana, Renamo. Aliás, a contestação dos resultados eleitorais já resultaram em conflitos pós-eleitorais. Basta lembrar que depois do histórico Acordo Geral de Paz assinado em Roma por Joaquim Chissano e Afonso Dlhakama, outros seguiram-se tendo sempre como protagonistas o governo e a Renamo. Mas se olhamos para os resultados das eleições presidencias desde 1994 até ao último pleito eleitoral que aconteceu em 2014, Armando Guebuza, aparece com os melhores resultados eleitorais. Nas eleições de 2009, o antigo presidente moçambicano, hoje praticamente ausente da vida política e partidária, ganhou as eleições obtendo 75,2% dos votos. O segundo classificado foi o falecido presidente da Renamo, Afonso Dlhakama que obteve 16,3% dos votos. Estes foram os piores resultados de Afonso Dlakama que desde 1994 apresentava-se como candidato a Presidência da República. Em terceiro lugar quedou-se Deviz Simango com 8,6% dos votos. Foi nestas eleições que Deviz Simango estreou-se como candidato presidencial. Mas em 2004, Armando Guebuza, já tinha obtido resultados que nenhum outro candidato presidencial eleito até agora obteve. Na sua estreia como candidato presidencial, Armando Guebuza, foi eleito com 63,7% dos votos. Em segundo lugar ficou Afonso Dlhakama com 31,7% dos votos. Em terceiro lugar ficou Raúl Domingos, antigo membro sénior da Renamo, que depois de expulso do partido da perdiz, fundou o partido PDD. Domingos obteve 2,73% dos votos.

As eleições mais renhidas foram as de 1999. Aliás, em algum momento, a Renamo e o seu candidato, Afonso Dlhakama reivindicaram vitória. Contudo, o vencedor foi Joaquim Chissano com 52,29% dos votos. Afonso Dlhakama teve que conformar se com a segunda posição com 47,7% dos votos. Os dois já tinham sido os grandes protagonistas das primeiras eleições em 1994. Nestas eleições, Joaquim Chissano, obteve 53,30% dos votos. Afonso Dlhakama ficou em segunda posição com 33,73% dos votos. Em terceiro lugar esteve o falecido presidente do PADEMO, Wehia Ripua, com 2,87% dos votos.

Em 2014, Filipe Nyusi, fez a sua estreia com candidato presidencial. E foi eleito com 57,03% dos votos. Em segundo lugar ficou o mesmo de costume. Afonso Dlhakama obteve 36,61% dos votos. Em terceiro lugar ficou Deviz Simango com 6,36% dos votos.

As eleições de 15 de Outubro serão as primeiras sem a participação de Afonso Dlhakama falecido no ano passado, vítima de doença. E, por isso, pela primeira vez a Renamo vai apresentar-se com um novo candidato presidencial. Ossufo Momad, presidente da Renamo, faz assim a sua estreia como candidato presidencial. E ele é, ao que parecer, o grande adversários de Filipe Nyusi nestas eleições.

Os outros candidatos são o veterano nestas lides, Deviz Simango e o desconhecido Mário Albino.

Mas a grande expectativa é saber como os resultados eleitorais hão-de ser rcebidos pelos vários protagonistas. Como já referimos Moçambique tem um historial de conflitos pós-eleitorais que resultam da contestação dos resultados eleitorais.

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