Arcebispo da Beira diz que "Crime organizado tem grande força em Moçambique"



Cláudio Dalla Zuanna diz que os seus responsáveis estão infiltrados no sector da Justiça


BEIRA — O crime organizado tem grande força em Moçambique, afirmou o arcebispo da Beira em conversa com jornalistas neste sábado, 4, na capital da provincia de Sofala. Ao comentar o rapto, em Maio, de uma estudante de 19 anos da Universidade Católica de Moçambique (UCM), à margem da cerimónia de graduação, Cláudio Dalla Zuanna afirmou que “estes são sinais de uma sociedade onde o mal, o crime organizado tem grande força, num contexto de muita impunidade".

A situação é ainda mais perigosa, segundo Zuanna, porque os autores desses crimes conseguem infiltrar-se nas próprias instituições da justiça.

“Queria manifestar a minha solidariedade para com a família, que deve estar em grande sofrimento neste momento", acrescentou ainda o arcebispo, revelando “grande tristeza” pelo sequestra da estudante.

A filha de um empresário local foi raptada a 19 de Maio, em mais um dos muitos casos do género que têm assolado Moçambique.

A 27 de Dezembro de 2021, a ministra do Interior, Arsénia Massingue, reconheceu, durante uma cerimónia de patenteamento de novos oficiais, que, a par do terrorismo, que já atingiu a província do Niassa, os raptos, continuam a ser um bico d'obra.

"Os desafios ainda estão aquém de ser extinguidos. Os focos de insurgência que já atingem alguns distritos da província do Niassa e a problemática de raptos em algumas cidades do nosso país, reforçam os desafios que à corporação são colocados," disse a governante na altura. (VoA)

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