António Frangoulis e Filimão Suaze: Tramados pelo passado



Por Sérgio Cossa


Os dois juristas acreditaram que tinham meio caminho andando para serem eleitos juízes do Conselho Constitucional. Mas ambos acabaram sendo prejudicados pelo passados que os continua a perseguir. António Frangoulis antigo director da extinta Polícia de Investigação Criminal, acabou vendo deputados da Renamo na Comissão de Assuntos Constitutucionais, Direitos Humanos e Legalidade da Assembleia da República, o partido que o propunha para juiz do Conselho Constitucional, a alinharem com os seu pares da Frelimo e do MDM a não recomendarem sua eleição por “ não ter apresentado Certificado de Aptidão Física e sua postura pública”. Fontes próximas da Renamo fizeram-nos saber que o nome de António Frangoulis nunca foi consensual no ninho da perdiz. Há no seio do partido liderado por Ossufo Momad quem continue a acreditar que, Frangoulis teve uma mão na morte de centenas de militantes e simpatizantes da Renamo na Cadeia Distrital de Montepuez a 10 de Novembro do ano 2000. Esse passado negro terá pesado no facto dos deputados da Renamo na Primeira Comissão da Assembleia da República, não terem se esforçado em defender a eleição de Antóni Frangoulis para juiz do Conselho Constitucional.

O Jurista Filimão Suaze viveu momentos verdadeiramente surreais. Quando tudo indicava que era um dado aquirido que fosse um dos nomes apontados para eleição a juiz do Conselho Constitucional, viu o seu nome trocado á ultima hora por Albano Macie, actual vice- ministro da Administração Estatal e Função Pública. Filimão Suaze, esteve inclusive na Assembleia da República no dia agendado para a sua audição pela Comissão dos Assuntos Constitucionais, Direitos Humanos e Legalidade. Tal como António Fangoulis acredita-se que Suaze tenha sido prejudicado pelo seu passado. Guebuzista assumido, fez parte de famigerado “G-40”, um grupo de individualidades a soldo do partido Frelimo, com objectivo de manipular e influenciar a opinião pública a favor desta formação política. O seu passsado de Guebuzista terá pesado para a sua repentina substituição. Por força, do “ caso das dívidas ocultas” há um vísivel conflito entre os apoiantes de Armando Guebuza e os de Filipe Nyusi. A publicação pelo jornaL Notícias da forma como Ndambi Guebuza terá usado os 33 milhões de dólares recebidos da PRIVINVEST é só ponta do icebergue desse conflito. Aliás, as declarações explosivas do advogado do filho de Armando Guebuza, Alexandre Chivale, não disfarçam o mal estar entre os dois campos. E, pelo sim pelo não, Filipe Nyusi prefere dar tacho a quem lhe é realmente leal. E Filimão Suaze ainda está associado ao Guebuzismo.







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