Agente "Barros" revelou em sede de tribunal a inviabilidade de projecto...


O antigo director geral da secreta moçambicana admitiu em sede do julgamento das dividas ocultas, que esteve claro a partida que o país não tinha fundos para desenvolver o projecto de protecção da zona económica exclusiva. A situação levou a que se recorresse a financiadores, sob orientação do comando operativo.

Gregório Leão José, também conhecido por Barros, esclareceu ainda assim, que seguindo orientações do comando operativo conjunto, do qual fazia parte o antigo ministro das Finanças, Manuel Chang, o antigo Presidente da República, Armando Guebuza e também o então Ministro da Defesa e actual chefe de Estado Filipe Nyusi,foi solicitado o financiamento estrangeiro para a implementação do projecto de protecção da zona económica exclusiva.

De acordo com Leão " nas reuniões do comando conjunto, foram solicitados outros sectores, neste caso, o Ministro das Finanças esteve presente e a solução desenhada foi essa, ir-se buscar financiamento". O réu, revelou por outro lado que seria da responsabilidade das empresas, MAM, Proindicus e Ematum o pagamento da dívidas contraídas junto de credores internacionais, com garantias do Estado.

O antigo director geral dos serviços de informaçaõ e segurança de Moçambique, Gregório Leão, acusado de sete crimes e de ter recebido em forma de luvas do grupo Privinvest 10 milhões e 400 mil euros remeteu-se ao silêncio na maioria das questões colocadas pelo Ministério Publico, durante o seu interrogatório pelo segundo dia consecutivo. Leão relegou uma grande parte dos esclarecimentos a António Carlos do Rosário, o seu então director de Inteligencia económica e co-réu neste processo que vai ser ouvido depois dele. Refira-se que a audição de Barros, foi ontem interrompida, a seu pedido, alegadamente porque estava com “vertigens”.

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