A vez e os dados de Iskandar Safa


Por Luis Nhachote


A novela das chamadas “dividas ocultas” parece estar muito longe de terminar. As últimas noticias, via Londres, dão conta de que o milionário franco-libanés, Iskandar Safa, foi jogar mais um dos seus dados, na segunda queixa em que arrasta o “bom nome” do Presidente da República numa altura em que por estas bandas haja quem o invoque para nobel da Paz ou Canonizavél.

O senhor Todo Poderoso e fundador da Privinvest Shipbuilding SAL, Iskandar Safa parece que abriu a página dos dados da sua caixinha de pandora, para revelar que tará feito pagamentos ao PR, Filipe Nyusi, e a outros altos funcionários do Governo.

Este mathakozana, desde jogo de dados, é um Game tipo filme de longa metragem e estamos muito longe de saber que são os santos e puritanos da bolada...que se quis soberana, cuja factura foi debitada na espinha dorsal dos moçambicanos. Agência de notícias financeiras Bloomberg que revelou sobre as mexidas no tabuleiro, cita documentos entregues à justiça das terras da rainha Isabel II. Safa e a sua Privinvest arrastam o nome de Nyusi para o centro do escândalo, que abriu uma fissura de cerca de dois mil milhões de dólares dos cofres do Estado.

Nas mexidas dos seus outros dados, quiça documentais, Safa nega que os pagamentos tenham sido suborno ou ilegais, mas que foram “doações” de campanha ou para investimentos futuros.

Safa não deve ter conhecimento da existência de uma lei de “contéudo local” que proibe o financiamento eleitoral sem explicação...

As alegações sobre os pagamentos estão em processos judiciais em Londres que Safa e a sua companhia submeteram em resposta a um caso que a Procuradoria-Geral da República apresentou em 2019, e no qual, tanto o empresário como a companhia, foram arrolados entre os 12 réus do processo, mas que não teve grandes desenvolvimentos até agora.


“O Presidente Nyusi sempre teve conhecimento dos projectos, do financiamento deles e da natureza dos bens e serviços fornecidos pela Privinvest”, disseram a Privinvest e Iskandar Safa nos autos do processo que agora corre em Londres. Adiantam até que “ele (Nyusi) solicitou contribuições da Privinvest para a campanha presidencial, reuniu-se pessoalmente com o sr. Boustani em relação a essas contribuições e aos projectos em geral e esteve directamente envolvido na concepção dos projectos do seu então cargo de Ministro da Defesa”.

Nos documentos a que a Bloomberg teve acesso, a companhia e o seu fundador revelam que “o próprio Nyusi recebeu e/ou beneficios-se de pagamentos feitos pela Privinvest, com a consequência de que é desonesto e/ou engana ao apresentá-los agora como subornos, a menos que a República sugira que os pagamentos ao Presidente Nyusi também foram subornos”, afirmou a empresa nos documentos, nos quais a Privinvest revela que, “além de um milhão de dólares que pagou a Nyusi em Abril de 2014, também pagou um Toyota Land Cruiser para ele usar durante a campanha”. Na informação que a Bloomberg teve acesso, lê-se que Nyusi também pediu a Boustani (director comercial da empresa), numa reunião em Agosto de 2014 no Aeroporto de Paris-Le Bourget, na França, “outras contribuições de campanha e/ou assistência da Privinvest”, depois de a companhia ter pago à Frelimo 10 milhões de dólares para financiar as campanhas, A Privinvest também afirmou que o Presidente Filipe Nyusi pediu ao então ministro das Finanças, Manuel Chang, para assinar as garantias de empréstimo para os projectos. A empresa admitiu ter pago sete milhões de dólares a Chang, mas considerou que os pagamentos eram investimentos em futuros empreendimentos comerciais e fundos de campanha, “não subornos”.

Como peão no tabuleiro, coube ao meu amigo Caifadine Manasse, sair em defesa do partido e este foi mesmo peremptório.

“O Presidente Nyusi está isento de dívidas ocultas e o partido Frelimo não tem nada a ver com dívidas ocultas”.

Vamos ver qual dado será mexido na vez de Nyusi jogar na sua vez. Até lá que haja saúde. E para tal usemos as mascáras, lavemos as mãos e fiquemos atentos as últimas do governo em relação a pandemia (X)


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