A Politica, as ONG´s e as alucinações de Filipe Nyusi


O Presidente da República, Filipe Jacinto Nyusi, no final da sua visita de ‘Estado’ ao distrito do Gilé, na Zambézia, virou aos seus canos para as Organizações Não Governamentais (ONG) que operam no país. Na visita, com todos requintes partidários e em indisfarçavél pré-campanha o candidato da Frelimo à sua própria sucessão, disse que as ONG’s se devem circunscrever apenas ao trabalho humanitário.

“Lá fora não fazem política. Então não venham com a capa, às vezes, de uma ong para vir fazer política. Deixa a política para os moçambicanos. Deixa a política para os políticos. Se é nacional, se quer fazer política, faça política mas não se chame uma coisa para dar a população e depois a população fica em saber quem é o quê e faz o quê. O nosso pedido é todo o apoio que querem nos dar a nós moçambicanos, não condicionem a alguma tomada de decisão, porque isso retira-nos a liberdade. Nós ficamos sem a liberdade de tomar decisões porque você quer pôr furo de água, eu pus furo de água mas você tem que pensar assim. Não é bom assim, porque acaba nos retirando a liberdade de pensarmos normalmente por causa de seremos pobres. Sim somos pobres, mas devemos ser manipulados em função daquilo que vocês podem nos ajudar”, disse o Presidente da República, Filipe Nyusi.

O Moz24h pediu a opinião de Carlos Matsinhe, finalista do curso de Direito de uma das universidades privadas estabelecidas na capital sobre o prisma de Nyusi que disse “o PR está descontrolado e a procura de bodes expiatórios para o caos em que o pais se encontra devido a politicas desastradas do governo que dirige”.

De referir que as ONGs em Moçambique conseguiram o feito histórico de reivendicarem pela ilegalização das chamadas “dividas ocultas” contraidas ao arrepio das normas constitucionais e que tinham sido avalizadas pela bancada parlamentar da Frelimo, sob batuta de Filipe Nyusi na Assembleia da República.

O Conselho Constitucional (CC) depois de receber uma petição do Fórum da Monitoria do Orçamento (FMO), que congrega 19 ONGs nacionais deliberou num acordão que as dividas ocultas tinham sido contraidas de forma ilegal e eram inconstitucionais.

O FMO está na dianteira de um outro expediente, na vizinha África do Sul, contra a extradição de Manuel Chang, o antigo ministro das finanças que se encontra preso como um dos principais maestros que deixou o pais de tangas ....


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