A independência como condenação


Por Germano de Sousa


Se fossemos a perguntar a cada moçambicano, o que a independência nacional lhe ofereceu, teríamos certamente milhares de respostas tal como vimos ao longo destes dias vários posicionamentos em relação as contas que se fazem sobre os 45 anos  da indecência proclamada a 25 de Junho de 1975.

Mas volto a questão de partida singularizado-a. O que a independência me ofereceu?

Para dar resposta a questão, recorro a um pensamento filosófico  que define a liberdade como uma condenação. " Um homem livre é um homem condenado a tomar as suas decisões".

Então nessa base, encontro a resposta para a questão: A independência me ofereceu a condição de ser um homem livre. Livre para tomar as decisões que quiser e assumir as suas consequências. Livre para pensar e agir ou ficar na inércia. Livre para opinar, criticar e etc.

Quando olho para a frente, para os próximos tempos no horizonte pós 45 anos, sinto que o mais importante é manter a nossa condição conjunta de condenados a traçar o nosso destino porque Moçambique precisa  de todos para fazer do potencial da sua riqueza uma base para a erradicação da pobreza.

E porque celebramos ainda os 45 da indepencia nacional, olhar para o futuro achei uma oportunidade de gozar a minha condição de condenado a pensar e opinar, condição adquirida com muito sacrifício e heroísmo de filhos desta Pátria.

78 visualizações

Subscreva a nossa Newsletter

  • facebook

Ficha técnica

Director Editorial: Luís Nhachote (+258 84 4703860)

Editor: Estacios Valoi 

Redaçao: Germano de Sousa, Palmira Zunguze e Nazira Suleimane

Publicidade: Jordão José Cossa (84 53 63 773) email jordaocossa63@gmail.com

 

NUIT: 100045624

Nr. 149 GABIFO/DEPC/2017/ MAPUTO,18 de Outubro  

Endereço Av. Cardeal Don Alexandre dos Santos 56 (em Obras)

© By BEEI