A INCURÁVEL FRELIMO


Moçambique chegou a Estado democrático desde o ano de 1992 após a assinatura do Acordo Geral de Paz em Roma. Quando dizemos ter alcançado a democracia, é pelo simples facto de no nosso país realizarem-se ciclicamente as eleições presidenciais, legislativas, provinciais e Autárquicas, em cumprimento dos calendários estabelecidos para estes eventos.

Aí sim, as coisas acontecem, mas, elas decorrem debaixo de uma manipulação sem precedentes, com todo o tipo de jogo baixo, que no final das contas, todos os esforços são tornados inúteis.

Findos os processos eleitorais, segue a fase de trabalho preparatório dos próximos processos. Aqui, a máscara do partido no poder cai. É nesta fase que a veia ditatorial entra em acção, impedindo os outros políticos de trabalhar livremente. Este partido está muito doente e precisa de cura!

No passado, assistimos situações desta na- tureza e ainda hoje, continuamos a viven-

ciar esta vergonha protagonizada pelo par- tido no poder, que impede outros partidos e seus líderes, principalmente a RENAMO, de terem acesso às salas de reuniões. A grande vergonha surge no facto de as instalações onde este partido no poder e os representantes do governo proibem para não acolherem as reuniões da RENAMO, são privadas e não propriamente daquele partido, e isto, é vergonhoso e prejudica o negócio dos investidores. Aliás, mesmo que as salas fossem propriedades do Esta- do moçambicano, se estivessem desocupadas, não deviam ser proibidos para os par- tidos políticos alugarem.

Num passado recente, o Presidente Ossufo Momade, foi impedido de fazer reuniões

partidárias na província de Inhambane e acto contínuo em outras regiões do país e

hoje, volta a acontecer em Sofala, no distrito de Gorongosa, deixando a descoberto

o verdadeiro rosto da Frelimo. Um partido que quando se vê apertado pela aparição de outros, escancara as suas práticas brutais que sempre escondeu ao público.

O partido no poder em Moçambique é conhecido pelo seu histórico de perseguição

política a quem ousa pensar e falar diferen- te da sua ideologia elimina intelectuais que

expõem suas imundícies. É verdade que eles até eliminam membros do seu próprio

partido desde que tenham uma mente inquisitiva. Devemos nos lembrar que desde

que proclamamos a independência nacio- nal, o nosso país, viveu debaixo de uma go-

vernação autoritária, que viola o Estado de Direito democrático, onde a ditadura militar foi sempre característica, perseguindo até à prisão e eliminação física de muitos concidadãos pelo facto de pedirem a liberdade e o direito. Passados 46 anos de independência nomi-

nal, sim, nominal, porque os novos governantes pretos, vieram trocar os brancos e

trouxeram novo hino nacional e nova bandeira, mantendo tudo igual, para não dizer

pior. Veja que nos momentos recentes, o colono tinha abandonado muitas práticas

opressoras contra os moçambicanos, mas, os novos governantes, vieram instituir a violência, os raptos, assassinatos, os campos de reeducação, execuções sumárias em praça pública, lei de chicotadas, entre outros tipos de tirania. Para merecer isso, bastava pensar diferente ou ser suspeito de ser homem com ideias velhas, coloniais.

Não raras vezes, ainda hoje continuamos a ver essa vergonha, de sermos governados por imposição de pessoas que se compor- tam como gangsters, pois, quanto mais alguém tiver no seu curriculum vitae experi- ência de violência, mais elegível se torna para representar o Estado na província, distrito, localidade e a outros níveis, com carta branca para praticar brutalidades contra o povo. No nosso país, a persegui- ção e intimidação políticas continuam sen- do uma realidade, bastando sair da cidade de Maputo para testemunhar esses actos de vergonha deprimente, ilegal e antidemocrática.

Nós queremos uma polícia patriótica, que não aceita colaborar com aqueles que pra- ticam crimes contra o seu povo. É tempo de Moçambique dizer não, em uníssono,

ao autoritarismo, perseguições, violência, exclusão e intolerância.

Vamos gritar bem alto, basta a todas as manobras de inviabilizar as actividades políti-

cas dos outros partidos. Deixem a RENAMO e o Presidente Ossufo Momade trabalhar

com tranquilidade. (In A Perdiz, Boletim da Renamo)

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