“A discriminação na base da cor partidária é um realidade em Moçambique” 1ª dama da Renamo


Por ocasião do dia internacional da mulher, ontem assinalado em todo o mundo, o Boletim da Renamo, a Perdiz entrevistou para o seu último (Edição nº 262 Ano 7) . A data foi instituída em 1975 pelas Nações Unidas em reconhecimento da luta secular das mulheres pelos seus direitos. O Moz24h, com a devida vénia reproduz na entrevista


Antes de mais, gostávamos de saber quem é afinal a senhora Anifa?

R: Quero agradecer primeiro pela entre­vista e aproveitar a ocasião para saudar a toda mulher Moçambicana e as mu­lheres do mundo inteiro por este dia 8 de Março, dia internacional da Mulher.

Respondendo a sua questão, Anifa é uma mulher que nasceu em Mossuril, provincia de Nampula, esposa do Pre­sidente da RENAMO, o General Ossufo Momade. Mãe de familia.

O que é ser esposa de um líder, como o é, o Presidente Ossufo?

R: Ė uma grande responsabilidade e uma grande honra. Grande responsa­bilidade porque cuidar da vida de um lider de um grande partido como a RENAMO significa estar sempre presente na vida pessoal do Presidente. Ė uma honra, porque ser esposa de um presi­dente nos dá a possibilidade de ser mãe de todos os cidadãos e em particular dos membros e simpatizantes do partido.

Celebra-se este domingo, o dia 8 de Março, dia internacional da mulher: Como olha para a participação da mulher na política em Mocambique?

R: Com a luta pela democracia, dirigida pelo Comandante André Matsangaisse e pelo Presidente Afonso Dhlakama, a mulher moçambicana em particular, co­meçou a ter acesso a lugares de desta­que no pais. Por exemplo, antes, nunca tínhamos tido uma primeira minista, nem uma presidente da Assembleia da República. Nos partidos politicos hoje, a mulher também ocupa lugar de des­taque, por exemplo, na Assembleia da República, já há mulheres que são chefes de bancadas, presidentes e re­latoras das comissões especializadas, como fruto da luta da mulher pela igua­lidade. Mas no meu entendimento, isso ainda não chega, olhando pelo número de mulheres que constituem a maioria da populaçõo Moçambicana, daí que a mulher deve continuar a lutar para au­mentar a sua participação na vida do país por mérito próprio e não apenas por ser mulher.

Tem se falado muito da inclusão e uni­dade nacional. Entretanto, as organiza­ções fenininas dos partidos da oposição têm reclamado essa inclusão. Qual é a sua análise sobre esta questão?

R:Todos sabemos que em Moçambique a discriminação na base de cor parti­dária é uma realidade. Muitas vezes, há mulheres em situação difícil como nas calamidades naturais em que não têm tido apoio apenas por não pertencerem ao partido no poder. Esta situação e ou­tras tantas impedem que os Moçambi­canos vivam em paz e reconciliados.

Como olha para a luta em prol da mu­lher levada a cabo pela Liga feminina da RENAMO?

R: Antes, quero aproveitar a ocasião para felicitar as combatentes da luta pela democracia e as que lutaram pela independencia nacional. Com estas pa­lavras quero reconhecer que elas são autênticas heroinas e como continua­ção da luta dessas mulheres temos hoje a Liga Feminina da RENAMO que tem mobilizado mulheres moçambicanas em vàrias frentes, na produção agrícola, nas campanhas eleitorais e outros sec­tores

Os casamentos permaturos são um flagelo para a sociedade: Acha que as medidas levadas a cabo na luta contra este mal estão a surtir efeitos desejados?

R:Na verdade, os casamentos prematu­ros são um mal que deve ser combatido por todas as mulheres em particular e todos os cidadãos em geral. Não impor­ta se é da RENAMO, Frelimo, MDM ou de outro partido político, o que nos in­teressa é proteger a nossa criança, é de­fender os direitos da criança, o direito de crescer bem e saudável, o direito de estudar e formar-se profissionalmente, o direito de ter uma idade que lhe per­mite escolher o seu futuro. Se todos nós, incluindo os homens unirmos esforços na defesa da educação e crescimento saudável da nossa rapariga, estaremos a preparar o futuro dos nossos filhos e netos

O analfabetismo é outro mal que ain­da afecta a maioria das mulheres: Na sua opinião, o que acha que devia ser feito para incluir mais a mulher na formação académica?

R: Primeiro é preciso que todos os pais tenham a consciência de que o rapaz bem como a rapariga são iguais, por isso devem ter as mesmas oportunida­des. Quer dizer, não podemos mandar a escola o rapaz e impedir a rapariga. Sendo que o Estado Moçambicano deve adoptar medidas que facilitem o acesso da rapariga à escola.

A criança desamparada e mulheres que abandonam os recém nascidos na rua constituem outra preocupa­ção na sociedade. Como é que olha para este fenómeno?

Ė uma situação muito triste. Para nós os religiosos é pecado tirar a vida de uma criança, é contra a vontade de ALLAH, por isso aproveito esta ocasião para aconselhar a todas as mães Moçambi­canas a seberem proteger os seus fi­lhos mesmo que não tenham condições. Abandonar uma criança na rua é tirar a nossa própria vida como mães.

Mesmo para terminar, qual é a men­sagem que deixa para todas as mu­lheres do mundo mas em particular de Moçambique por ocasião desta data?

R: Por ocasião desta data, 8 de Março, volto a reconhecer o sacrifício de todas as mulheres que ao longo dos vários anos lutaram para a libertação da pró­pria mulher e também ajudam a desen­volver o nosso país. Em particular as mulheres da Liga Feminina da RENA­MO, apresento-lhes os meus parabéns por este dia e que continuem a luta das combatentes do destacamento femini­no da RENAMO que ao lado do homem trouxeram a Democracia que hoje vive­mos. Obrigada.

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